Começo a sentir o cheiro das últimas semanas. Duas. Não, voltar não! Aulas outra vez. E depois ter esperar meses ou anos (depende dos projectos seguintes) para voltar a isto. Sim, Sílvia e Tété, isto é uma boa maneira de nos mostrar o que vai ser o nosso mundo! Gosto.
Tu achas que sou uma selvagem E conheces o mundo Mas eu não posso crer Não posso acreditar
Que selvagem possa ser Se tu é que não vês em teu redor
Tu pensas que esta terra te pertence Que o mundo é um ser morto, Mas vais ver Que cada pedra, planta ou criatura Está viva e tem alma é um ser
Tu dás valor apenas às pessoas Que acham como tu sem se opor Mas segue as pegadas de um estranho E terás mil surpresas de esplendor
Já ouviste um lobo Uivando no luar azul Ou porque ri um Lince com desdém Sabes vir cantar com as cores da montanha E pintar com quantas cores o vento tem E pintar com quantas cores o vento tem
Vem descobrir os trilhos da floresta Provar a doce amora e o seu sabor Rolar no meio de tanta riqueza E não querer indagar o seu valor
Sou a irmã do rio e do vento A garça a lontra são iguais a mim Vivemos tão ligados uns aos outros Neste arco, neste círculo sem fim Que altura a árvore tem Se a derrubares não sabe ninguém
Nunca ouvirás o lobo Sob a lua azul O que é que importa A cor da pele de alguém Temos que cantar com as vozes da montanha E pintar com quantas cores o vento tem Mas tu só vais conseguir Esta terra possuir Se a pintares com Quantas cores o vento tem
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